Monday, May 23, 2016

UM LONGO VERÃO BABADO FORTÍSSIMO - PARTE 1 (por Jurema Cartwright)



Desde que vim morar aqui no Litoral de São Paulo dois anos atrás vivo recebendo ameaças de parentes e de amigos de infância de Muzambinho MG, onde nasci e fui criada, do tipo "qualquer hora dessas a gente aparece aí para te visitar". Mas essas ameaças nunca se concretizaram. Não até agora.

Um pouco antes do Natal, Eteovaldo, uma espécie de irmão de criação, me ligou perguntando se eu teria como receber seu filho e sua nora por uns dias aqui na minha casa.

Não tive como dizer não, até porque tinha acabado de me desculpar com meus parentes por não passar o Natal e o Reveillon com eles na fazenda, alegando ter um monte de compromissos de trabalho pendentes por aqui -- tudo mentira, claro, só queria um pouco de sossego.


Eteovaldo, esse meu irmão de criação, é filho de Marilda, a cozinheira negra que trabalhou a vida toda para minha família, e que ajudou a me criar lá na fazenda. Ele é um ano mais novo do que eu. Marilda o criou sozinha, pois o pai caiu no mundo e sumiu do mapa pouco antes dele nascer.

Eteovaldo era meio bobão quando menino, e não falava coisa com coisa. Era todo assustado e tinha medo de mulher, daí as meninas da fazenda viviam tirando uma onda da cara dele.

Mas quando Eteovaldo chegou à adolescência, todas nós percebemos que ele tinha um diferencial muito interessante: uma piroca descomunal no meio das pernas.

Nosso passatempo favorito era vê-la crescer nas nossas mãos.

Eu mesma, numa de nossas brincadeiras à beira do rio, tentei medir a dita cuja ereta e, para surpresa de todas nós, meninas, a régua de madeira de 30 centímetros que eu usava na escola na época não deu nem para a saída. Eteovaldo tinha, por baixo, algo entre 35 e 40 centímetros de rola. Surpreendentemente grossa, diga-se de passagem.

Nós, meninas, imobilizávamos Eteovaldo -- para ele não fugir, claro! -- enquanto chupávamos aquela cobra negra, e a esfregávamos em nossas caras, nossos peitinhos e no meio das nossas pernas.

Mas nenhuma de nós se habilitava a permitir que Anaconda -- apelido carinhoso que demos à serpente de Eteovaldo -- chegar arrombando nossas pererequinhas.

Imáginávamos na época que, depois de encarar uma tromba daquelas, nunca mais iríamos sentir prazer com trombas menores.

Como éramos tolas...



Quando Romildo, o filho de Eteovaldo, chegou aqui em casa com sua mulher na Véspera de Natal, confesso que fiquei impressionada. Ele tinha a mesma cara e o mesmo jeitão de capirão mineiro abobalhado do pai quando jovem. Não pude, obviamente, deixar de presumir que ele deveria ter uma piroca de proporções semelhantes à do pai no meio das pernas.

Mas parei de pensar nisso no exato momento em que bati os olhos na mulher dele. Que cavalona! Morena jambo, 40 anos aproximadamente, dona de um corpo violão espetacular e com um jeitão de interiorana bem simplória... era um sonho de mulher.

Quando ela disse seu nome, então, fiquei mais encantada ainda:

"Prazer, Vesúvia!"  



"Pode me chamar de Ju", eu disse a ela, sorrindo.

O marido dela me olhou meio ressabiado. Provavelmente deve ter sido alertado pelo pai quanto a minha notória (lá em Minas, não aqui) predileção por bucetinhas. Fiz de conta que não dei a mínima para não me aborrecer.

Propus levá-los para almoçar alí perto quando chegou Luzinete, minha amiga cigana queijeira, e eu, para chutar o balde, fiz questão de apresentá-la como "minha namorada". Romildo ficou meio sem graça, mas Vesúvia foi extremamente receptiva a ela, e as duas viraram amigas de imediato.

Conversamos animadamente enquanto almoçávamos no Restaurante Bela Vista, no Itararé. Romildo, pouco a pouco, foi baixando a guarda e relaxando. Disse que era evangélico. Disse também que nunca tinha visto o mar antes. Parecia estar meio deslumbrado com a proximidade do mar.

Ele e Vesúvia tem 3 filhos, todos morando em Boston, nos Estados Unidos, certamente integrados à enorme comunidade mineira que vive por lá. Mas, segundo Romildo, ele e Vesúvia nunca tinham saído da região do Triângulo Mineiro. Nem Belo Horizonte eles conheciam.

Essa escapada ao Litoral Paulista que eu estava proporcionando tinha para eles um sabor de primeira vez.



Durante o almoço, Romildo exagerou na cerveja e, cansado que estava da viagem, foi dormir um pouco.

Enquanto isso, Luzinete e eu propusemos a, Vesúvia darmos uma caminhada à beira-mar. Ela adorou a ideia. E lá fomos nós. A capirona estava encantada, e ao mesmo tempo morrendo de medo das ondas. Para entrar no mar, tivemos que acompanhá-la segurando em suas mãos, pois ela não conseguia entrar sozinha. Ficava paralisada. Num determinado momento, já com a água à altura dos seios, Vesúvia começou a tremer. Perguntei se estava tudo bem, e ela sorriu e disse, sorrindo: "Eu acho que gozei."

Rimos muito. E ela, que estava meio encabulada a princípio, logo desencanou. Enquanto sentíamos o vai e vem das ondas, ela nos disse que tem muito tesão na água. Que desde a adolescência adorava se masturbar sempre que tomava banho no rio que cruza a Fazenda. 

Foi quando Luzinete sugeriu que nós três entrássemos no mar para bater uma siririca grupal. Eu adorei a idéia. Vesúvia se fez de pudica a princípio, mas topou. E lá fomos nós, um pouco mais para o fundo.



Esfregávamos nossos peitos uma na outra enquanto massageávamos nossas bucetinhas por baixo dos biquinis. Eu massageava o marisquinho de Luzinete e o de Vesúvia também, enquanto as duas disputavam meu grelo e minha bunda. Luzinete gozou primeiro. Eu gozei logo a seguir. Vesúvia, que tinha gozado expontaneamente há pouco, começou a sentir dificuldades para conseguir gozar novamente. 

Num determinado momento, ela parou e disse que não ia conseguir, que sua bucetinha estava assando. Para minha surpresa, ela disse, sorrindo: "Vocês me dão uma mãozinha?"


Foi quando nos aproximamos de Vesúvia, uma por cada lado.

Luzinete começou a massagear suavemente o bucetão da caipirona enquanto esfregava sua buceta contra a perna direita dela.

Eu, à esquerda, passava a mão por sua bunda deliciosa e lambia a lateral de seus seios até as axilas, rumo ao pescoço.

Depois trocamos, e trocamos novamente, até Vesúvia explodir num gozo bem escandaloso.

Desnecessário dizer que demos a maior bandeira. Por sorte, o dia estava bem nublado e não havia quase ninguém no mar.

Nos recompomos em nossos trajes de banho e, enquanto Luzinete dava um mergulho, Vesúvia e eu nos abraçamos e nos beijamos.



Na volta para casa, Vesúvia pediu que não disséssemos nada do que aconteceu para Romildo, pois ele era "caretão".

Explicou que não era a caipirona bobona que aparentava ser, e que não casou virgem. Pelo contrário, transou com vários homens e com várias mulheres antes de casar grávida com Romildo, sob pressão de sua família, pobre mas tradicional.

Contei para Vesúvia das nossas brincadeiras com Anaconda, o pinto enorme de seu sogro, achando que iria deixá-la meio chocada.

Mas não. Ela disse prontamente que conhecia bem Anaconda, pois o velho escroto, sempre bêbado, tentou várias vezes atacá-la sexualmente. Nunca conseguiu, claro. Segundo ela, por absoluta incompetência.

Vesúvia, sem piedade, desmistificou a lenda de Anaconda, afirmando que, segundo sua sogra, a piroca enorme de Eteovaldo funcionava extremamente mal. Depois de uma certa idade então, ele simplesmente não conseguia mais bombar sangue para mantê-la ereta.

Disse ainda que Romildo não era pintudo como o pai, mas que certamente herdou as inabilidades dele na cama e provavelmente fodia tão mal quanto ele.

Mas o que realmente me surpreendeu foi quando Vesúvia confidenciou que o melhor amante que teve na vida foi meu irmão, Jamil.

E que a melhor amante de sua vida foi minha queridíssima Tia Nilde, que também me iniciou no fascinante universo do Amor Entre Iguais...

(continua na próxima terça...)


Jurema Cartwright é mineira de Muzambinho.
Tem 69 anos de idade, mas não aparenta.
Fã confessa de Oriana Fallaci,
circulou pelo mundo em busca de reportagens bombásticas
e chegou a ter alguma projeção nos anos 70 e 80.
Mas dos Anos 90 para cá
deixou o jornalismo investigativo de lado,
virou executiva de imprensa na Área Portuária
e passou a escrever exclusivamente sobre lesbianismo
e a fotografar profissionalmente.
Vive em São Vicente, SP.

No comments:

Post a Comment